25 de set de 2012

Síndico é responsável pela conservação das áreas comuns do condomínio

O cargo de síndico é eletivo e o mandato é de até dois anos, permitida a reeleição, conforme estabelece o artigo 1.347 do Código Civil. Para sua eleição, o síndico precisa se candidatar e ser votado pelos condôminos que representem no mínimo 50% mais um dos votos dos presentes em assembleia.

Promover a harmonia e conciliar as vontades de todos os condôminos são as principias e difíceis tarefas do síndico. Ele é o representante legal dos condôminos e deve administrar e fiscalizar todos os atos que acontecem nas áreas comuns do condomínio. O síndico não deve estimular, de forma alguma, qualquer atrito entre condôminos, assim como, deve buscar, sempre que possível, também a solução amigável das pendências entre o condomínio e o condômino.

O cargo de síndico é eletivo e o mandato é de até dois anos, permitida a reeleição, conforme estabelece o artigo 1.347 do Código Civil. Para sua eleição, o síndico precisa se candidatar e ser votado pelos condôminos que representem no mínimo 50% mais um dos votos dos presentes em assembleia.

Entre suas funções está a de representar o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, todos os atos necessários à defesa dos interesses comuns, diligenciar a conservação e a guarda das áreas comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos condôminos.

Assim, é intrínseco a sua função a conservação e a guarda das áreas comuns, conforme previsto no inciso V do artigo. 1.347, do Código Civil.

Por exemplo, caso um morador ou visitante se acidente em áreas comuns, que pode ser de simples tropeço em função de uma área sem iluminação ou queda de pastilhas da fachada, e se for provada a responsabilidade do condomínio pela omissão de manutenção, existirá a obrigação de reparação do dano. E em casos extremos é possível a responsabilização pessoal do síndico na esfera civil e criminal.

Aos condôminos prejudicados pela falta de manutenção adequada cabem alguns caminhos. Inicialmente, qualquer condômino que se sinta lesado em defesa de seus interesses poderá entrar em contato direto com o síndico. Caso este não esteja aberto ao diálogo, conforme mencionado, o morador poderá deixar consignada sua reclamação no livro de ocorrências, que deve estar na portaria, ou notificar o sindico por escrito, ou fazer a reclamação diretamente na administradora do condomínio.

Caso não tenha êxito na solução do problema, o condômino poderá ainda, de forma extrajudicial e com o apoio dos demais copossuidores, (¼ dos condôminos – artigo 1.355 do Código Civil) convocar uma assembleia a fim de solucionar o problema ou até mesmo para propor a destituição do sindico. Outro caminho é propor o ingresso de uma ação judicial para que o síndico seja obrigado a realizar os reparos e manutenções necessárias ao bom funcionamento do condomínio.
Fonte:Rodrigo Karpat, para o Bagarai

24 de set de 2012

Condomínio: funcionários e suas tarefas

Os funcionários do condomínio devem ser treinados antes de começarem a executar as tarefas
Zelar pelo bem estar do local de trabalho é uma das atividades dos funcionários. Dentro de um condomínio os profissionais são responsáveis pela organização, ordem, limpeza e segurança do local de trabalho. São os representantes dos moradores para cuidar das áreas comuns do condomínio. Os funcionários devem ter bastante dedicação, agindo com responsabilidade e compreendendo que o bom funcionamento, a saúde e segurança dos moradores depende deles.

Como todas as profissões, os funcionários do condomínio devem seguir um padrão postural. Ter um bom comportamento é essencial para que ele seja bem sucedido em sua carreira. Concentrar-se no que está fazendo, anotar sempre os recados, cumprimentar diariamente os moradores, não falar da vida alheia, manter os objetos de trabalho sempre em ordem, são fatores que, entre outros, são imprescindíveis para tornar o funcionário exemplar.

Manter uma aparência  saudável também é muito importante. Ter as unhas sempre limpas, o cabelo penteado, uniformes limpos e bem passados, calçados limpos e engraxados, fazer uma boa higiene bucal, entre outros.

Outra procedimento interessante é fazer um quadro de tarefas para os funcionários. Além de ser primordial na organização, auxilia nas atividades, definindo o tipo de funcionário, horário, dia da semana e tarefa, lembrando-os dos afazeres. Esse quadro deve ser fixado em área comum a todos, como local de refeições ou banheiros.


Funcionários e suas tarefas

1) Zelador

O zelador possui tarefas praticamente domésticas. É o responsável pelo dia a dia do condomínio, assim deverá ter orientações sobre prevenção e combate a incêndios, manutenção hidráulica e elétrica, cuidados com a piscina, procedimentos de segurança, técnicas de segurança, relacionamento entre funcionários e síndico.

A ele compete:

- Ter em mãos uma lista de telefones ou endereços úteis. Todos os tipos de telefones de emergência, assim como de assistência técnica para reparos em equipamentos do condomínio, ou de condôminos;
- Fazer pequenos reparos de problemas domésticos das áreas comuns do condomínio. Trocar lâmpadas, chuveiros, ligar e desligar a bomba d'água da piscina, entre outros;
- Saber quando e como tomar as providências. Saber a hora certa e para quem ligar, em casos de emergência, como falta de energia elétrica, vazamento de gás, incêndios, entre outros;
- Ter uma autorização do síndico para corrigir condôminos por mal comportamento e ter poder de compras de equipamentos que estão faltando;
- Segurar e entregar correspondências ou mercadorias;
- Estar atento às mudanças de rotina do condomínio. Os condôminos devem ser avisados de qualquer imprevisto, como falta de luz programada, dedetização, entre outros;
- Anotações e controle de aluguéis. Do salão de festa, área de ginástica, quadras e piscina;
- Deverá controlar os dias de mudanças. Dos moradores que entram e saem do condomínio. O uso do elevador depende do controle do zelador para esses casos;
- Deverá ter controle das chaves. Controle das chaves de locais de uso comum e que são usadas pelos condôminos;
- A manutenção de equipamentos e objetos do condomínio;
- Controle das chaves dos moradores, deixadas na portaria;
- Controle da utilização de carrinhos de transporte de cargas;
- Cuidados com os Jardins.

2) Porteiro

Cabe ao porteiro as funções:

- Receber e encaminhar visitas;
- Receber e encaminhar mercadorias;
- Receber correspondências;
- Utilizar a lista de telefones úteis;
- Guardar as chaves dos apartamentos;
- Verificar a entrada de automóveis não pertencentes ao condomínio;
- Nunca deixar a portaria sem um substituto autorizado pelo zelador ou síndico;
- Não abrir os portões nem permanecer do lado de fora do condomínio;
- Preencher relatório diário de ocorrências;
- Atender interfones e telefones.

3) Encarregado de Limpeza e Conservação

Compete ao encarregado da limpeza:

- Limpar todas as áreas comuns;
- Obedecer ao cronograma diário;
- Obedecer às regras de conduta;
- Usar galochas, obedecer as instruções contidas nos rótulos de produtos de limpeza, certificar-se que os aparelhos domésticos estão desligados antes de limpá-los, utilizar aventais, utilizar luvas de borracha.

17 de set de 2012

Playground: Normas mudam para dar mais segurança às brincadeiras

Playground
Os condomínios residenciais devem ficar atentos às novas especificações sugeridas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Uma comissão formada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), entidades oficiais, laboratórios de testes, fabricantes e fornecedores trabalhou nos últimos dois anos para a revisão das normas de segurança dos brinquedos de playgrounds. E no final de julho passado, os novos parâmetros foram publicados e se tornaram oficiais, através da NBR 16.071, que revogou a norma anterior, de nº 14.350. O objetivo é auxiliar fabricantes e usuários a compreenderem melhor os requisitos mínimos de segurança nos playgrounds, entre outros.

Segundo o arqui teto Fábio Namiki, coordenador do Comitê de Segurança de Playgrounds da ABNT, a comissão procurou reorganizar a apresentação e facilitar o entendimento das diretrizes, entre elas, os requisitos de segurança para a fabricação do brinquedo; os ensaios necessários em laboratório; os pisos amortecedores de impacto; as normas de implantação do playground; os procedimentos para os instaladores; e, finalmente, normas de uso e de manutenção dos brinquedos. Namiki ressalta que a nova norma traz ainda, de maneira mais clara e objetiva, a recomendação para que os responsáveis pelos playgrounds tenham um livro permanente de registro de ocorrências, façam inspeções mensais e providenciem laudos técnicos anuais por um especialista. Manutenção e Segurança O arquiteto lembra que a norma não é obrigatória, mas adverte que as orientações devem ser cumpridas rigorosamente. "É recomendada uma vistoria diária pelo agente da comunidade, o zelador ou mesmo uma mãe. É uma inspeção que visa identificar pequenas avarias ou irregularidades que qualquer pessoa pode prever. A cada seis meses deve haver uma vistoria técnica, observando as estruturas, entre outros pontos. Anualmente deve-se realizar uma vistoria com responsabilidade técnica, verificando-se todos os requisitos de segurança listados na norma", destaca o arquiteto.

Tânia Azoubel, síndica em 2º mandato consecutivo do Edifício Athenas Garden, localizado na zona Sul de São Paulo, fala com orgulho sobre os cuidados que dispensa à manutenção do playground do condomínio residencial em que mora: "Eles são diários. É feita a limpeza geral dos brinquedos, bancos, grama e pedras já existentes. Infelizmente não tínhamos um playground e sim um espaço livre que durante anos ficou sem a função deste lazer. Hoje é muito gratificante ver as crianças brincarem e receber o reconhecimento por parte dos pais".

Para Ângela Merici Grzybowski, síndica do Condomínio Residencial Maresias desde 2006, é importante estar sempre atenta à condição dos brinquedos e à limpeza do playground. "A manutenção básica é a limpeza e o eventual conserto de algo. Nossa vistoria é quase que diária para verificar o estado geral dos brinquedos e de toda a área do playground. Ao longo desses quase cinco anos, o 'brinquedão' precisou passar por alguns consertos e agora já estamos pensando em sua substituição, pois a madeira começa a dar sinais do final de sua vida útil", diz a síndica, do condomínio localizado em Perdizes, zona Oeste de São Paulo.

Mas além da manutenção e vistoria constantes, Ângela destaca alguns aspectos de projeto e construção que devem ser levados em conta (Confira a orientação da nova norma da ABNT ao final desta reportagem). "O piso nivelado, grelhas de esgoto protegidas e piso de grama sintética colada protegem as crianças de eventuais quedas. Os brinquedos precisam ser vistoriados para consertar eventuais farpas ou pregos expostos (no caso de brinquedos de madeira) e pontas (nos brinquedos de plástico) que possam arranhar ou machucar a molecada. A área destinada ao playground deve ter ainda uma tela de proteção para eventual queda de objetos das janelas dos apartamentos".

O arquiteto Fábio Namiki recomenda atenção ainda ao piso escolhido, lembrando que ele deve oferecer maior segurança e permitir o amortecimento de quedas e impacto. "O piso deve proporcionar o amortecimento de uma queda de até três metros de altura, sem que haja fratura craniana. Conferir essa especificidade só é possível em laboratório (conforme determina a revisão da NBR), ou com o deslocamento de equipamento especializado até o local. Materiais soltos como a areia e os pedriscos atendem a esse requisito, desde que respeitada a camada mínima de 30 cm. Pisos de borracha precisam necessariamente passar por testes, sendo que muitos dos existentes no mercado ainda não têm nenhum tipo de certificação", observa Namiki.

SEGURANÇA: ADULTOS SEMPRE POR PERTO
Outro aspecto importante diz respeito ao acompanhamento constante de um adulto ou de uma pessoa responsável. Pensando neste cuidado, a síndica Tânia Azoubel encontrou uma boa alternativa. "Junto com os brinquedos, colocamos uma área onde os pais podem ler um jornal, uma revista, ou mesmo fazer algumas anotações enquanto as crianças brincam. Eles ficam bem à vontade, ainda mais agora que colocamos uma mesa de apoio com guarda-sol. Também é muito importante que os acompanhantes observem os limites de cada brinquedo. Tentamos escolher brinquedos que ofereçam o mínimo de perigo. Quando é possível ver alguma irregularidade, como o deslocamento de um equipamento do lugar, podendo tirar a sua estabilidade, alertamos e conversamos com os moradores, o que tem dado resultados positivos", relata. A psicóloga e psicopedagoga Sirlândia Reis de Oliveira Teixeira, conselheira da Associação de Brinquedotecas (ABBrin) e membro da International Toy Library Association (ITLA), esclarece que, na verdade, o fato de ser criança já indica que deve estar sempre acompanhada pelos pais ou responsáveis. "Por mais que o playground seja seguro, o risco de acidentes é inevitável, principalmente quando estão subindo ou descendo no escorregador, ou balançando nos brinquedos. Porém, os pais podem manter certa distância a medida que percebem que os filhos estão seguros. Um dado importante que muitas vezes os pais podem esquecer é a vestimenta da criança. Por isso, vale lembrar que os pais precisam 'checar' os filhos antes de sair de casa. Por exemplo: cordão pendurado, capuz ou outros acessórios podem enroscar ou atrapalhar na hora das brincadeiras", lembra a psicóloga.

10 de set de 2012

Como economizar água em condomínios

No que se refere aos condomínios, a conta de água é um dos assuntos mais discutidos nas assembleias. O consumo, em média, representa 17% dos gastos ordinários. Devido a isso, a adoção de medidas simples, de investimento baixo, seria o ideal para fazer com que este peso seja menor no final do mês.

Para Abraão Barbosa, da Doutor Economia, empresa especializada em na gestão sustentável de recursos naturais, quando falamos em Uso Racional da Água, o ideal é no máximo 150 litros/habitante dia. “Hoje a média por pessoa em condomínios pode chegar a 500 litros/ habitante dia. Sendo o chuveiro um dos maiores vilões em condomínios”, alerta.

Não adianta apenas alguns poucos adotarem a prática consciente, pois a maioria sempre prevalece quando o assunto é condomínio.
Segundo as projeções mais recentes da ONU, no ritmo de uso e do crescimento populacional, nos próximos 30 anos, a quantidade de água disponível por pessoa estará reduzida a 20% do que temos hoje. E para Agência Nacional de Água (ANA), até 2015 mais de 55% da população brasileira enfrentará problemas de escassez.

Existem diversas formas de poupar o planeta da escassez de água e seu bolso no final do mês.
Uma dica é instalar um medidor de consumo para cada apartamento - normalmente, a medição nos prédios é coletiva.

Para Barbosa, entre as soluções mais conhecidas atualmente são:
Instalação de Equipamentos Economizadores de Água. Estão disponíveis no mercado e têm como objetivo principal corrigir os índices de perda de água. “Existe uma Válvula Redutora de Vazão (DDR-15), que pode reduzir o consumo de água nesse ponto, em até 70%”, afirma o especialista.

Substituição de Equipamento. Outra solução seria a substituição de torneiras manuais por torneiras temporizadas que podem gerar uma economia de até 40%. E também trocar as válvulas hidras por caixas acopladas. Isso traz, em média, 30% de economia.

Captação de Água da Chuva e Reuso. Com a implementação do Programa de Uso Racional da Água (Pura) instituído desde 1996 pela Sabesp no Estado de São Paulo, aliada a maior consciência ambiental da sociedade, o que se percebe é uma forte tendência à diminuição no consumo de água por família ao mês. “O custo varia conforme a qualidade da água adquirida pelo cliente. O transporte do produto deve ser realizado por meio de caminhões-pipa especialmente preparados para esta finalidade”, relata Wilson Roberto Moreira, técnico em Gestão da Sabesp.

Vale ainda ressaltar, todos devem evitar lavar pisos e calçadas com esguicho ou mangueiras, assim como os carros. A rega de áreas verdes deve ser feita à noite ou de manhã cedo, quando a evaporação é menor. No inverno, basta regar em dias alternados.

Estar atento a vazamentos de torneiras, canos e válvulas de vasos sanitários também ajuda, assim como verificar as bombas do reservatório de água.
E lembre-se: mesmo com os produtos para a economia, o uso racional deve ser feito.
Fonte:condoworks

6 de set de 2012

Plano de Abandono de Edifícios nos casos de incêndios

Nunca use o elevador para sair de um prédio onde há um incêndio.
O abandono de um edifício em chamas deve ser feito pelas escadas, com calma, sem afobamentos.
 Se um incêndio ocorrer em seu escritório ou apartamento, saia imediatamente.
 Muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez.

 Se você ficar preso em meio à fumaça, respire pelo nariz, em rápidas inalações.
 Se possível, molhe um lenço e utilize-o como máscara improvisada.
 Procure rastejar para a saída, pois o ar é sempre melhor junto ao chão .

 Use as escadas - nunca o elevador. Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores.
 Feche todas as portas que ficarem atrás de você, assim retardará a propagação do fogo.

 Se você ficar preso em uma sala cheia de fumaça, fique junto ao piso, onde o ar é sempre melhor. Se possível, fique perto de uma janela, de onde poderá chamar por socorro.

 Toque a porta com sua mão. Se estiver quente, não abra. Se estiver fria, faça este teste: abra vagarosamente e fique atrás da porta.
 Se sentir calor ou pressão vindo através da abertura, mantenha-a fechada.
 Se você não puder sair, mantenha-se atrás de uma porta fechada. Qualquer porta serve como couraça.
 Procure um lugar perto de janelas, e abra-as em cima e embaixo. Calor e fumaça devem sair por cima. Você poderá respirar pela abertura inferior.

 Procure conhecer o equipamento de combate à incêndio para utilizá-lo com eficiência em caso de emergência.
 Um prédio pode lhe dar várias opções de salvamento. Conheça-as previamente.

 NÂO salte do prédio. Muitas pessoas morrem sem imaginar que o socorro pode chegar em poucos minutos.

 Se houver pânico na saída principal, mantenha-se afastado da multidão. Procure outra saída.
 Uma vez que você tenha conseguido escapar, NÃO RETORNE.

 Ao constatar um princípio de incêndio, ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros (fone 193).

 Forneça informações precisas:
 Nome correto do local onde está ocorrendo o incêndio.
 Número do telefone de onde se está falando.
 Nome completo de quem está falando.
 Relato do que está acontecendo.
 Em seguida, desligue o telefone e aguarde a chamada de confirmação do local.


 Plano de Emergência
O condomínio de todo edifício comercial ou residencial deve ter um plano de emergência para abandono do prédio em caso de incêndio.
 Converse com o síndico e com os seus colegas ou vizinhos sobre a elaboração do plano de emergência.
 Reúna os que estiverem interessados, e mão à obra!
 Peça orientação do Corpo de Bombeiros para elaborar o plano e estabelecer as tarefas de cada um numa situação de incêndio.

 Um plano de emergência deve conter:
 procedimentos do supervisor;
 procedimentos da brigada de incêndio;
 procedimentos dos ocupantes do prédio;
 planta do edifício;
 localização do equipamento de combate a incêndio;
 localização das vias de fuga;
 ponto de reunião fora do edifício.

 Quando o plano estiver pronto, providencie:
 comunicação do conteúdo do plano a todos os ocupantes do edifício;
 sinalização das instalações (saídas, extintores, etc.);
 treinamento de abandono do edifício;
 um bombeiro poderá auxiliá-lo nesta tarefa.
 Bombeiro 193.

3 de set de 2012

Crianças - o que fazer para acalmar as ferinhas do condomínio

Viver em condomínio pode ser prático para os adultos, entretanto, permanecer entre quatro paredes não representa algo tão natural quando a questão diz respeito à criança.

Muitos profissionais da área de psicologia têm sua preocupação voltada para problemas dessa natureza, ou seja, promover meios para que o condomínio ofereça lazer, educação e integração entre as crianças. Exemplo desse interesse é o da escritora Riva Bauzer, do Rio de Janeiro, autora do livro "Crescer numa Cidade Grande" onde é enfatizado o problema do convívio nas microcomunidades. A escritora carioca enfatiza a experiência da engenheira Clara Steinberg, que criou um programa denominado "Recreação para todos sem sair de casa", idealizado para atender o processo de utilização dos espaços em condomínios através do desenvolvimento de atividades sócio-recreativas, que entre outras coisas, inclui jogos e brinquedos recreativos, iniciação à prática desportiva com vários tipos de ginástica, atividades envolvendo arte plástica, dramatização, música, dança, artesanato etc.

Diante da violência desenfreada que vem ocorrendo nos centros urbanos, garantir a segurança e a integridade física das pessoas tem sido palavra de ordem. Isso significa que também as crianças são obrigadas a ficar restritas ao reduzido espaço da vivência condominial, confinadas nos apartamentos, tendo apenas como opção de recreação os filmes e desenhos animados exibidos pela televisão. Embora destinados a um público, estão carregados de exemplos de violência, gerando em contrapartida, mais estresse. O psicólogo londrinense Mozart Alexandre Viotto, autor do recém-Iancado livro "Bebês & Nenês", faz um confronto da vivência infantil do passado com a da atualidade, lembrando que não faz muito a criança que morava nos centros urbanos dissipava a sua energia em saudáveis e inocentes brincadeiras de rua, isentas de qualquer violência. Hoje, comenta isso já não é tão natural, sendo até mesmo raro. i

Espaço nem sempre é tudo

Para desenvolver atividades de recreação, nem sempre o espaço disponível abrange áreas verdes ou canchas esportivas, mas com criatividade diversas atividades podem ser propostas.

A contratação de um profissional de educação física ou um recreador é uma excelente opção. Caso não haja disponibilidade financeira para isso, os próprios pais podem montar uma escala de revezamento para aplicação e monitoração das atividades.

Veja abaixo algumas sugestões de atividades.

Atividades internas no condomínio

Podem ser desenvolvidas no salão de festas do condomínio, no playground e demais áreas livres.

. Oficinas de artes: origami, reciclados, desenhos, pinturas, danças, culinária, teatro;

. Salas de diversão: de jogos, TV, videogame, karaokê;

. Gincanas e Torneios: pingue-pongue, totó, baralho;

. Concursos: desenhos, pinturas, poesias, desfiles (garoto e garota colônia, brega, fantasia etc.);

. Palestras instrutivas: primeiros socorros, bombeiros, sobre saúde do corpo e dentes, higiene, AIDS etc;

. Mural: temas importantes e educativos (de desenho e frases);

. Caça ao Tesouro: Atividades de surpresa;

. Jogos Recreativos: Brincadeiras coletivas diversas;

. Jogos Esportivos: peteca, voleibol, futebol, basquete etc.
Fonte:condominiomt

1 de set de 2012

Compra de Imóvel com Contrato de Gaveta

É muito comum no mercado imobiliário o chamado contrato de gaveta. Como o próprio nome diz, é um contrato não oficial, que somente tem existência perante as partes, comprador e vendedor. Por isso mesmo, é um contrato de elevado risco. Regra geral, o dono de um imóvel financiado resolve vender sua propriedade para outra pessoa, mas não faz isso de modo formal porque o novo proprietário não quer ou não pode fazer o financiamento nas condições de mercado. Então, o novo proprietário começa a pagar o contrato de financiamento como se fosse o antigo. A idéia é que, quando terminar de pagar, o novo proprietário possa então tomar posse do imóvel oficialmente. O contrato de gaveta, portanto, esconde uma situação irregular perante a lei.
Acontece que este contrato tem muitos riscos. Para quem compra, os principais riscos são:

1-A morte do proprietário original, quando o imóvel entra no inventário para os herdeiros. Como há um seguro de vida vinculado ao financiamento, que quita o bem no nome do herdeiro em caso de morte do mutuário, pode haver dificuldades para que os herdeiros honrem um contrato irregular.

2-A má fé de quem vendeu. Nada impede o antigo proprietário de vender novamente, uma vez que não há registro da operação em qualquer lugar, nem no cartório de imóveis.

3-No caso do vendedor ter dois imóveis, o comprador pode perder o direito de quitar o imóvel usando o FCVS (Fundo de Compensação de Variação Salarial).

4-Nos contratos com equivalência salarial, as prestações são corrigidas anualmente de acordo com o aumento salarial concedido para cada categoria. Se a categoria profissional do proprietário original der aumentos maiores que a do comprador, as prestações vão subir acima do que deveriam.

5-O novo proprietário não pode usar seu FGTS para quitar o imóvel ou amortizar a dívida.

6-O comprador fica impedido de quitar o imóvel se o proprietário original mudar para endereço desconhecido, pois é necessária a assinatura do vendedor.

7-Se o vendedor tiver problemas de outra ordem na Justiça, o bem pode ser penhorado, sem o conhecimento do comprador, uma vez que perante a lei o imóvel continua sendo bem do vendedor.

Como se vê, o comprador tem riscos bastante consideráveis. Em muitos casos, o comprador pode perder absolutamente tudo o que pagou pelo imóvel, sem qualquer direito. Também o vendedor corre seus riscos, embora menores. Se o novo comprador deixar de pagar, é o nome do proprietário legal que vai para o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), após três meses de inadimplência. E se o comprador deixar de pagar a taxa de condomínio, o vendedor pode ser acionado na Justiça e ter quaisquer de seus bens arrestados. Portanto, o melhor é não aceitar fazer contrato de gaveta.

Fonte: Estadão