30 de mar de 2012

O viver enclausurado e a alternativa

São Paulo já tem 50 shoppings e 420 condomínios enclausurados. Atingem vida saudável e própria noção de gentileza. Não são inevitáveis

Por Guilherme Zocchio*
O primeiro condomínio fechado em São Paulo data de 1973, no bairro do Morumbi, zona sul da cidade. De lá para cá, a metrópole foi o território ideal para a proliferação desses enclaves fortificados e dos shopping centers. Além de isolarem os cidadãos do usufruto dos espaços públicos, estes recintos distorcem a própria noção do que é o espaço urbano e prejudicam a convivência nas cidades.
Para o arquiteto e urbanista Ciro Pirondi, um dos fundadores da Escola da Cidade, criticar a vida em condomínios fechados é fundamental, uma vez que a existência deles afeta a noção de que “a casa só existe enquanto um pensamento real na dimensão de sua cidade”. Isto é, segundo ele, a residência deve ser entendida desde as suas condições anteriores, como o fornecimento de energia elétrica, a existência de serviço de saneamento básico e a própria ligação aos demais elementos de uma cidade: é unidade inseparável de um todo urbano. “Essa dimensão é fundamental de começarmos a pensar se a casa é só o abrigo, ou também um bem coletivo do qual usufruo”, explica.

A partir da década de 1980, a multiplicação de enclaves fortificados avançou em São Paulo. A febre de moradias em edifícios e grandes lotes fechados foi tão forte que muitos outros prédios, cuja concepção inicial era a de integração com o espaço público, também passaram a se fechar. Entre os motivos para tanto estavam, desde então, as fortes campanhas de marketing, associando a vida nesses lugares com um ideal de felicidade, por um lado; e, por outro, a histeria diante da violência metropolitana, propagandeada ad nauseam pelos meios de comunicação e análises simplórias e sensacionalistas.
Há também uma série de teses defendendo que a falta de organização em São Paulo tenha sido a responsável pela multiplicação desenfreada dos condomínios fechados. Até 2013 a cidade deve contar com mais de 420 edificações do tipo, segundo levantamento da empresa Lello Condomínios. O urbanista Pirondi, porém, reage a este argumento citando o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que dizia, provocador: “prefiro tomar um tiro, se precisar viver blindado, dentro de um condomínio”.
Além disso, Pirondi sustenta que o “mito da segurança” é o que alimenta a proliferação de shoppings e condomínios fechados na cidade. “Criou-se o mito da insegurança para vender a indústria da segurança”.

Fugir e vigiar: É inevitável comparar a opção de viver em espaços enclausurados ao que o filósofo francês Gilles Deleuze chamava de sociedades de controle. Diferente do apontado por outro pensador, Michel Foucault, sobre as sociedades disciplinares, Deleuze mostra outra configuração social a partir do fim da década de 1980. As sociedades disciplinares retiravam do espaço público, desde a época medieval, os tipos considerados indesejáveis. Leprosos, deficientes mentais, aleijados e miseráveis eram jogados em locais confinados onde, através da dor e da disciplina, seriam ajustados à conduta daquelas sociedades.
Já nas sociedades de controle, as próprias pessoas esvaziam o espaço público, para exercer nele a total vigilância. Cada indivíduo, com receio do outro, está a controlar a conduta de quem está próximo, através dos mais diversos aparatos tecnológicos e da restrição consciente das liberdades — o símbolo principal é a câmera de segurança. A isso somam-se decisões próprias, por busca de estranhos prazeres, tais como comprar apartamento em determinado conjunto residencial, porque lá se promete uma vida segura, vigiada por câmeras, e tranquila, controlada em regras estabelecidas por pessoas com o mesmo poder aquisitivo.
Usando um exemplo exagerado, mas ilustrativo, Pirondi propõe: “Imagine um menino que nasceu num condomínio privado, como Alphaville. Nasce no hospital de lá, estuda na escola de lá, frequenta os clubes de lá. Quando sai, é para pegar um avião, ver o Mickey e voltar. Um belo dia, esse belo rapaz ou moça entra [na Faculdade de Direito da USP] no Largo de São Francisco e sai da boca do metrô e encontra o traficante. Ele enlouquece. Ou vira um louco, ou foge”.

Alternativas: Embora se assista à expansão dos enclaves fortificados e dos shoppings (mais de 50, em toda a cidade), resistem edifícios que articulam a vida em condomínio com o espaço público paulistano, e demonstram o possível convívio social entre os diferentes. São casos como o do conhecido edifício Copan, próximo à Praça da República, e do Conjunto Nacional, no cruzamento da av. Paulista com a rua Augusta.
Este convívio, que parece tão simples, implica uma responsabilidade social na construção da cidade muito maior do que podemos imaginar”, diz Ciro Pirondi. Para ele, a cidade fechada em condomínios e shoppings lembra aquilo que o escritor português José Saramago apontava, em O Ensaio sobre a Cegueira, sobre uma sociedade que perdeu a bondade e generosidade. Todos, sem exceção, tornaram-se vítimas de uma cegueira branca. “Antes de urbanismo tem que existir urbanidade. Você precisa gostar dos outros, querer bem à sua vizinha”, pensa Pirondi.

* Guilherme Zocchio é estudante de jornalismo na PUC-SP e participou do projeto “Repórter do Futuro Descobrir São Paulo — Descobrir-se Repórter”
Fonte: http://www.outraspalavras.net

28 de mar de 2012

Novo perfil de condômino exige gestão transparente e eficaz

O perfil dos moradores e administradores de condomínios está mudando. Durante evento realizado na OAB-SP, a advogada Dayane Fanti, da MRG Advogados, explicou que a maioria dos moradores dos novos condomínios são pessoas da geração Y, conectadas e que exigem estar por dentro das informações, mas não possuem tempo para isso.
“São pessoas acostumadas com um ritmo mais acelerado, com ensino superior e usuárias de novas tecnologias. Elas querem participar das reuniões de condomínio e estar informadas sobre as decisões tomadas pela administração de forma prática e eficiente”, afirmou.
A advogada também citou pesquisa realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) que mostra que 74% dos síndicos de prédios residenciais possuem entre 30 e 60 anos. Esse é o percentual de pessoas que geralmente não têm tempo, mas estão antenadas em tudo e querem ter o máximo de transparência nas informações do seu cotidiano.
Diante dessa necessidade, Dayane defende a utilização da assembleia virtual de condomínios, ferramenta que permite aos condôminos participarem das reuniões de condomínio virtualmente, por meio de uma plataforma online. A solução foi desenvolvida pela Superlógica, empresa especializada em softwares para gestão de condomínios.
Totalmente baseado em recursos online, o sistema funciona da seguinte maneira: os condôminos são convidados via e-mail a fazerem um cadastramento e, uma vez inscritos, passam a participar da elaboração da pauta e das votações. Qualquer condômino tem o direito de sugerir melhorias para o condomínio e cada sugestão é analisada e discutida por todos.
A ferramenta também possibilita a realização de assembleias híbridas (aquelas nas quais o condômino escolhe participar virtualmente e presencialmente), assim como assembleias 100% virtuais com a utilização de certificados digitais para dar validade jurídica aos votos.
“A ideia inicial era aumentar a participação nas assemblaias de condomínio, que andavam vazias”, explica Carlos Henrique Cêra, diretor da Superlógica. “Mas já nas primeiras sessões percebemos que tínhamos, sem querer, descoberto uma ferramenta gerencial muito mais ampla”, observa.
Segundo Dayane, uma pesquisa apontou que somente 17% das pessoas comparecem as assembleias físicas e 85% participam das assembleias virtuais. “A assembleia virtual contribui em todos os sentidos para a melhora da administração do condomínio. Ela é segura, rápida e permite que todos participem das reuniões de maneira fácil e democrática”, destaca.
De acordo com o levantamento do Secovi, 50% dos síndicos paulistanos têm curso superior e outros 10% fizeram pós-graduação, mestrado ou doutorado. “As pessoas que estão assumindo as administrações dos condomínios são mais instruídas e também mais cobradas. Os moradores também possuem mais conhecimento e querem estar por dentro das principais decisões de seu condomínio. O uso de ferramentas tecnológicas é um excelente aliado nessas situações”, destaca Dayane.
fonte: http://www.licitamais.com.br

24 de mar de 2012

Saiba como aproveitar a área de lazer do seu condomínio

Passar pouco tempo em casa implica em não aproveitar área disponível do condomínio
O dia a dia das famílias está cada vez mais corrido. São minutos preciosos perdidos no trânsito para deixar as crianças na escola e depois correr para o trabalho. Reuniões exaustivas para uns, compromissos da faculdade pra outros, e tudo isso faz com que estejamos sempre correndo contra o tempo.

Por esses e outros motivos, a área de lazer se tornou item fundamental na hora de escolher um imóvel. No entanto, é comum encontrarmos pessoas que moram em apartamento com piscina e churrasqueira e que há mais de um ano não descem para dar um mergulho ou se reunir com os amigos. Entretanto, tais usuários continuam pagando a manutenção das áreas de lazer no valor mensal do condomínio.

Por isso, antes de comprar um imóvel é importante observar quais as opções de lazer disponíveis e, principalmente, se a sua família terá tempo de usufruir delas.  De acordo com a arquiteta Paula Mattar, esses espaços são fundamentais para quem não gosta de frequentar parques e clubes, principalmente porque costumam ficar cheios aos fins de semana.

“Algumas pessoas não possuem muito tempo disponível, mas também necessitam de um espaço diferente para relaxar ou se divertir”, explica.

Além disso, alguns locais são específicos para o divertimento dos mais jovens, como playground e salão de jogos. Em alguns condomínios há ainda mais opções diferenciadas para a garotada, como sala de videogame e até para míni sessões de cinema.

Para quem gosta de exercícios, as academias são um prato cheio para fazer atividades a qualquer hora do dia. No entanto, é preciso observar a variedade de aparelhos disponíveis e a qualidade deles.

O mesmo serve para os apreciadores de sauna, que devem ficar atentos à manutenção do local para evitar problemas de saúde.

Atualmente, segundo Mattar, o espaço gourmet é uma das melhores opções de lazer. É nele que a família se reúne pra comer uma pizza ou preparar um jantarzinho especial, além de ser um bom local para curtir com os amigos. 
Diversas construtoras já estão disponibilizando apartamentos com espaço gourmet no terraço. “O ideal é se o espaço ficar próximo da cozinha para que os ambientes sejam integrados. Inclusive, o jantar pode virar balada se houver equilíbrio de som e bebida entre os convidados”, afirma Mattar.

Fonte: http://www.band.com.br

23 de mar de 2012

Com medo de multas, prédios já se adaptam à legislação

Para síndicos, calçada agora está no topo das prioridades de reforma
 
NATALY COSTA - O Estado de S.Paulo
Eles não querem nem ouvir falar em multas. Por isso, ao saber da lei das calçadas, alguns síndicos paulistanos não esperaram a fiscalização chegar: trataram de dar um jeito no passeio do prédio o quanto antes.
Em um deles, na Rua Cunha Gago, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, a obra recém-terminada na calçada, ainda faltando reparos e pintura, denuncia a pressa do síndico Eduardo Di Pietro. "Até hoje não sei se alguém foi multado nem quanto é a multa, mas não quis correr o risco. É bom contribuir para manter a cidade em ordem, melhorar o visual", afirma.
Um dos problemas enfrentados quando a reforma começa a ser discutida nas reuniões de condomínio é o custo. Na hora de pagar mais um rateio, os moradores estremecem. Mas o síndico profissional Wagner Andrade, que trabalha em diversos prédios do Itaim-Bibi, Moema e Vila Olímpia, na zona sul, explica que refazer uma calçada não é das obras mais caras. "Se for pequena, 20 metros de frente, sai uns R$ 3 mil. Um rateio entre 30 apartamentos dá R$ 100 para cada, não é um valor substancial", diz.
Se antes a calçada entrava no fim na lista de reparos em um prédio - síndicos explicam que os moradores querem sempre começar pela fachada ou hall de entrada -, agora virou prioridade. Por causa da lei, Wagner Andrade começou a orçar a reforma das calçadas dos prédios que administra antes de começar obras internas previstas em cada um deles.
Fundo. No Edifício Átila, na zona oeste da capital, a síndica Gláucia Vieira já tinha planos de trocar o passeio, que estava "feio e quebrado", segundo ela. A obra entraria no projeto de modernização da estrutura do prédio como um todo. "Aproveitei que a lei entrou em vigor e resolvi fazer logo, tirei esse problema da minha frente", conta ela, que usou o fundo de obras.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,com-medo-de-multas-predios-ja-se-adaptam-a-legislacao,849898,0.htm

21 de mar de 2012

Condomínio barato? Veja os cuidados para não gastar mais no futuro

SÃO PAULO – Adquirir a própria casa é um sonho que pessoas do mundo todo desejam conquistar. Porém, na ânsia de ter um lar, muitos consumidores levam em conta os baixos preços, como o condomínio mais barato, e esquecem de verificar se as manutenções são feitas regularmente.

"Um condomínio barato não necessariamente é negativo, pois o síndico pode ter feito algumas manutenções preventivas de forma planejada", explica a gerente de produtos e parcerias da Lello Condomínios, Raquel Tomasini.

Todo edifício tem vida útil e precisa de reformas e melhorias regulares e, quando elas não são feitas ou são realizadas de forma irresponsável, os moradores vão gastar muito mais no futuro. "Os condomínios que não fazem a prevenção podem ser mais baratos agora, mas o problema pode se tornar muito maior e custar mais caro", alerta a engenheira.

A dica dela é que os consumidores verifiquem com o zelador se o prédio faz as manutenções regulares em bombas de recalque, interfone, portões, etc. Além disso, visualmente dá para perceber se o prédio é bem cuidado ou não.

Síndico, um homem de negócios
Raquel ainda dá algumas dicas para que o síndico não erre na hora de fazer alguma reforma. "A primeira orientação que damos é que se conheça efetivamente o problema. Apesar de o síndico não ser técnico especializado, é importante que ele busque um profissional para ajudá-lo", destaca.

Ela vê o aparecimento de uma nova figura de síndico, uma pessoa que cada vez mais traz a visão de negócio para o prédio. Por isso, muitos deles procuram fazer a prevenção, conciliando-a com gastos menores.

“Pessoal de prédio gosta de coisa barata”, pondera o diretor de condomínio da Aabic (Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), Omar Anauate.

Por isso, ele também aconselha que a escolha por uma empresa que vai fazer a obra não seja baseada no baixo preço, mas que se faça muita pesquisa prévia, como conversar com outros síndicos e verificar obras realizadas pela firma, decidindo por aquela que atue com certo profissionalismo. “Uma empresa que topa qualquer negócio vai fazer qualquer negócio no seu prédio”, alerta Omar.

Retrofit e a valorização do seu apartamento
A engenheira Raquel explica que, dentro da área da construção, Retrofit se refere às reformas de modernização do edifício, bem como de segurança e para criar melhorias. "Desde mudar a parte elétrica, até reformas na fachada, em uma sala de ginástica e a troca de móveis para o hall", exemplifica.

Para a profissional, uma reforma é sempre algo positivo para o edifício e traz valorização para o imóvel. No caso de haver dois edifícios na mesma rua, com a mesma metragem dos apartamentos, mas um tiver a fachada reformada e o outro não, o primeiro será mais bem visto.

"Varia muito, mas o valor do imóvel pode chegar a uma variação de 15%. Um prédio bem cuidado é um atrativo para quem está comprando", afirma Raquel.

Diferentes obras
O Código Civil estabelece três tipos de obras que são feitas em edifícios, lembra Omar. São elas:


Obras que pesam no bolso
De acordo com Omar, as obras que mais pesam no orçamento do prédio são aquelas feitas na fachada dos edifícios e também as de impermeabilização, já que é necessário remover todo o piso do térreo e depois recolocar tudo.

Além disso, é importante fazer regulares manutenções nas instalações elétricas e hidráulicas. É responsabilidade do edifício, por exemplo, mexer nas colunas d´água que vão da caixa até o apartamento (enquanto que cada morador é responsável por sua unidade).

Outra obra que custa bem caro para o condomínio, é a troca de elevadores velhos por um sistema eletrônico. Já em relação às áreas de lazer, Omar aconselha que piscinas, salas de ginástica, parquinho para crianças, entre outros, recebam manutenção constante para não haver complicações.

Planejamento
Uma maneira de tentar reduzir os custos das reformas no edifício é fazer um fundo de obras fixo, pois, com dinheiro em caixa, é possível negociar o preço com a empresa e ainda não cobrar dinheiro a mais dos condôminos.

O problema, segundo Omar, é que às vezes a obra é muito grande e cara e o dinheiro do fundo, insuficiente. Por isso, alguns prédios fazem fundos temporários, para determinada obra.

De qualquer forma, Omar afirma que o importante é se planejar. Dessa forma, é possível negociar preços, pesquisar com calma as empresas do mercado e ratear dinheiro entre os moradores com antecedência, para amenizar os valores mensais.
Fonte:http://mulher.uol.com.br

Condomínios investem em áreas contra estresse


Antes privilégio de alguns poucos, espaços de relaxamento são encontrados em vários empreendimentos como complemento às áreas de lazer e de convivência

POR CRISTIANE CAMPOS
Rio -  O ritmo acelerado do dia a dia, o trânsito e a sensação de falta de segurança são fatores que contribuem para que os projetos imobiliários contemplem cada vez mais o lazer sem sair de casa. E um espaço que antes era aproveitado por poucos e oferecido apenas em empreendimentos para compradores abastados, agora pode ser encontrado em vários dos lançamentos da cidade: áreas para relaxar.

O objetivo é proporcionar momentos de relaxamento a qualquer hora, principalmente após a chegada do trabalho. Construtoras como Calçada, Rubi, Efer, Living, STR Engenharia, Fernandes Araujo, Calper, Vitale, Concal, MDL Realty e Grupo Avanço Aliados não dispensam esse tipo de serviço em seus projetos. A Fernandes Araujo, por exemplo, oferece o espaço em dois empreendimentos: Queen Victoria, em Vila Valqueire; e Prestige, na Freguesia.

No Majesty, condomínio do Grupo Avanço Aliados na Freguesia, em Jacarepaguá, também haverá uma área especial, com banheira de hidromassagem no mesmo ambiente. “E no nosso próximo lançamento, no Recreio dos Bandeirantes, o spa estará garantido”, afirma a gerente de Marketing Erika Moulin.

Itens de luxo

Áreas de relaxamento podem ser encontradas ainda em empreendimentos fora do Rio. É o caso do Porto Real Suítes, da construtora Efer em Mangaratiba. O condomínio está sendo construído dentro de um resort da região e, além de todo o lazer que o local oferece, o Porto Real Suítes terá suas próprias opções de diversão e descanso.

A Concal fez questão de levar itens de luxo para os seus lançamentos na Tijuca e em São Cristóvão. No Condomínio Conde de Bragança, na Rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca, por exemplo, os moradores poderão relaxar nos espaços cobertos. Haverá uma sala de repouso, um espaço zen, um solarium e um espaço de convivência, além de piscina.

Hidro é tendência

A STR Incorporações criou um espaço especial no Maison Privilege na Tijuca. Ele reúne banheira de hidromassagem com água aquecida, iluminação especial para proporcionar um clima aconchegante e cadeiras reclináveis.

A banheira fica ao lado da piscina e se torna uma opção de continuação do banho, com água na temperatura ideal para relaxar. O diretor comercial da empresa, José Eduardo Baeta, explica que a banheira com hidromassagem vem sendo cada vez mais usada nos condomínios porque ocupa pouco espaço e é diferencial muito valorizado.

“Muitos pagam por esse serviço em clínicas e clubes”, lembra Baeta.

A Living, braço econômico da RJZ Cyrela, adianta que o Way Bandeirantes Residencial terá o Espaço Tai, uma área dedicada ao relaxamento e a massagens para o cuidado do corpo. Segundo o diretor de Incorporação da Living, Alexandre Calazans, houve preocupação de adequar o conforto desse tipo de espaço à faixa de renda a que o condomínio é destinado.

Ele explica que a empresa leva em conta o custo para os moradores. “Por isso, adotamos itens que são mais acessíveis na hora da manutenção. A sauna, por exemplo, é cara e nem sempre todos usam”
Fonte:odia

13 de mar de 2012

Empreendedor lucra com serviços na onda do boom imobiliário

Segundo o Global Property Index, site voltado para investidores imobiliários, o crescimento no preço médio dos imóveis no Brasil foi de 28,79% de 2010 para 2011. Some-se a isso o maior vigor do setor de construções e fica claro que o boom imobiliário brasileiro é acompanhado também de oportunidades para quem oferece serviços nas regiões beneficiadas.

Segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi), até dezembro de 2011 foram lançados 38.199 novos empreendimentos somente na cidade de São Paulo. Significa um crescimento de cerca de 40% em comparação com 2004 - isso mesmo com uma ligeira desaceleração na comparação com 2010.

Guilherme Bechara, empreendedor de Nova Friburgo (RJ), aposta no potencial dos novos conjuntos habitacionais. Em 2011, sua família já era proprietária de uma companhia de limpeza terceirizada que emprega mais de 200 funcionários. Observando os condomínios nos quais a empresa atuava, viu que também seria interessante prestar serviços de jardinagem a seus clientes.

Sem conhecimento na área, a empresa decidiu buscar uma franquia com essa expertise, a Eco Jardim. "Sem experiência, não poderíamos abraçar um mercado forte", conta. Hoje, a empresa de jardinagem já trabalha completamente desvencilhada da de limpeza e presta serviços para clientes que vão de condomínios a chácaras e sítios. "É um serviço para o mercado AAA, não o B e o C", explica Bechara. O empresário possui duas unidades da Eco Jardim no Estado do Rio de Janeiro, uma em Niterói e outra em Nova Friburgo.

Na hora de escolher a franquia, um diferencial que o atraiu foi o fato de a Eco Jardim possuir uma linha própria de produtos orgânicos. Segundo ele, a maioria das franquias da área trabalha com produtos químicos que podem afetar crianças pequenas e, pincipalmente, pets. "Em 90% das residências há crianças e animais domésticos. Para nós isso não é problema." De acordo com ele, a marca se diferencia no mercado e ganha pontos ao demonstrar que é capaz de ter cuidados adicionais com os clientes.

Alexandre Silva, diretor comercial e um dos fundadores da franquia, concorda. "Se aplicamos um produto químico no jardim, temos que prender o cachorro da família por quatro horas. Se ele entra em contato com o produto, pode passar mal. Com os orgânicos isso não acontece. Mesmo se o franqueado errar a dosagem, ele não mata nem uma planta."

Suporte

Outro diferencial que Bechara destaca é o suporte que a franquia oferece. "Em nenhuma outra enxerguei esse tipo de apoio, com biólogos, agrônomos e suporte administrativo". Ele cita também o material de marketing. "Em Nova Friburgo, uma cidade pequena, a comunicação foi mais rápida. Já em Niterói é preciso ter mais paciência para esperar o resultado."

Silva conta que antes de se franquear, em 2011, a Eco Jardim atuou por treze anos como loja independente em Porto Ferreira (SP). Após anos recebendo propostas de parceria de viajantes de outras cidades do País, decidiu formatar o conhecimento da loja para o modelo de franquia. Hoje, conta com 40 pontos em nove estados, com expectativa de expansão de 15% no próximo ano - principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Pelo investimento inicial baixo, de apenas R$ 12,5 mil, e por contar com suporte técnico, a franquia também atrai jardineiros de primeira viagem. "A empresa é um veículo com todas as ferramentas exigidas, mais notebook e celular. A parte administrativa, toda a parte financeira, de compras e prospecção de clientes está guardada aí", resume Silva.

A franqueadora oferece tanto um curso presencial quanto outro à distância sobre o ramo da jardinagem, além de apoio administrativo. Silva afirma que os quadros técnicos da empresa realizam visitas regulares aos franqueados. "Depois de um mês de franquia, já tive uma visita do dono da marca e do gerente comercial", confirma Bechara. Ele julga o apoio importante para um caso como o dele, que não tinha conhecimento sobre jardinagem. "Vi uma oportunidade de mercado e, mesmo sendo leigo, pude atuar na área", diz.

Ele conta com um jardineiro fixo apenas ¿ está em sintonia com a média de uma microfranquia, que é de dois funcionários -, contratando temporários dependendo do nível de trabalho. O lucro varia de R$ 2 mil a R$ 4 mil por mês.

Em casos de trabalhos maiores ou mais complexos, a franqueadora manda uma equipe para auxiliar os parceiros. "Em Brasília, um franqueado começou a fazer a manutenção dos gramados do Ministério da Aeronáutica e estava inseguro com aquilo. Isso mereceu um acompanhamento de perto", explica Silva.

Possibilidades do mercado

"Hoje, existem condomínios com 600, 700 casas", diz Bechara. Para ele, não só a área comum desses empreendimentos são ótimas oportunidades de negócios como também os jardins particulares. Ele diz que, uma vez prestando serviço para um condômino, se torna muito mais fácil chegar aos outros clientes potenciais.

Bechara conta também que, para não perder o investimento inicial em paisagismo, os síndicos de condomínios têm observado a necessidade de um serviço específico, que vá além dos cuidados que funcionários regulares podem oferecer. "Houve um condomínio, em Niterói, que gastou R$ 12 mil inicialmente em seu jardim e que já investiu mais R$ 12 mil para reestruturá-lo. Para não perder o investimento, eles têm de fazer a manutenção", explica.

Em muitos casos, o jardim é feito precariamente pela construtora e começa a se deteriorar em pouco tempo, o que gera a necessidade de uma reestruturação. "Já pegamos casos de jardins até com entulho", conta.

Silva explica que muitos franqueados têm sido contratados também para colocar em prática projetos paisagísticos de construtoras. A empresa também é preparada para atender a apartamentos, onde predominam os jardins internos e plantas de varandas, que sofrem mais com ventos e pragas. Além disso, mesmo revendedoras de imóveis vêm procurando os serviços das franquias para valorizar casas e apartamentos disponíveis.
Fonte:como viver em condominio com jb.com.br

10 de mar de 2012

Principais Motivos para se Morar em Condomínio

A grande tendência do mercado imobiliário brasileiro segue em direção aos condomínios fechados. Os condomínios são uma realidade para investidores e para inúmeras famílias, principalmente das classes A e B. Há alguns anos essas famílias encontram nos condomínios fechados características que mesmo os bairros mais tradicionais não tem mais como oferecer.

Além da possibilidade de construir a casa dos sonhos, os condomínios fechados oferecem uma série de vantagens para quem opta por um lote ou uma casa em um destes empreendimentos.

São pelo menos 10 grandes motivos:

Qualidade de vida

Os condomínios proporcionam uma vida saudável às famílias desde as crianças até os mais idosos. Os terrenos são bem maiores que os encontrados nos centros urbanos e propiciam a construção de casas mais espaçosas e confortáveis.

Segurança

Na maioria dos condomínios fechados existe um serviço de segurança interna que atua 24 horas para assegurar a segurança de todos os moradores. As portarias possuem guaritas que controlam a entrada e saída das pessoas, além de segurança motorizada que percorre continuamente todas as ruas internas do condomínio.

Conveniência

Próximo aos condomínios, se desenvolvem centros comerciais com vários serviços de conveniência, delivery, restaurantes, caixas automáticos da rede bancária e inúmeros outras opções que oferecem toda comodidade aos moradores.

Custo x Beneficio

As taxas de condomínio são inferiores ao que se paga em um edifício de alto padrão nos grandes centros. Além disso, os condomínios fechados oferecem uma série de serviços por uma relação custo/benefício muito mais atrativa.

Valorização do patrimonio

Os condomínios são uma realidade como opção de alto retorno de investimento. Os belos e exclusivos projetos arquitetônicos valorizam ainda mais o patrimônio de quem escolhe viver em um condomínio fechado.

Lazer total

Muitos condomínios oferecem ótima infra-estrutura de lazer, que vão desde trilhas de caminhadas e pistas de cooper até clubes completos com piscinas, quadras, salão de festas, academias e outros atrativos.

Estilo de vida

Os condomínios fechados chamam atenção pelo charme das construções e pelos belos jardins. Os espaços públicos como centros de convivência, praças e ruas são muito bem cuidados e encantam moradores e visitantes.

Natureza

Os condomínios fechados possuem grandes áreas verdes preservadas e oferecem a possibilidade de construir casas sem muros em terrenos espaçosos que se integram à natureza, condições que não são encontradas nos centros urbanos.

Liberdade assegurada
Deixar os filhos brincarem na rua é uma experiência que hoje só é permitida pelos pais dentro dos condomínios. Além disso, o contato com a natureza faz toda a diferença na educação e desenvolvimento das crianças.

Convivio familiar

Os condomínios colaboram muito com o convívio familiar por oferecer a pais e filhos áreas de lazer, centro de convivência e espaços de integração social entre a própria família e também entre os próprios vizinhos.
Fonte:http://www.publicidadeimobiliaria.com

6 de mar de 2012

Saiba como evitar assaltos a condomínios


Quadrilhas agem normalmente nos horários de pico
Os condomínios fechados, locais onde as pessoas procuram mais segurança, privacidade e conforto, são alvos cada vez mais frequentes dos arrastões. Em São Paulo, bairros como Morumbi, Higienópolis e Campo Belo são alguns dos que mais sofrem com o problema.
 Segundo o delegado titular da Delegacia de Roubo a Condomínios da capital paulista, Mauro Fachini, os assaltantes sabem exatamente quais casas que tem jóias e dinheiro e, por isso, muitas vezes, durante o arrastão nem todas as casas ou apartamentos do condomínio são assaltados, somente aqueles que são “lucro-certo”.
 As quadrilhas agem normalmente em grupos grandes, de sete a dez pessoas; nos horários de pico (entre as 5h e 7h ou das 19h às 21h) ou nos finais de semana normais ou prolongados; e se passam por algum morador para entrar nos condomínios.
 "Um assaltante liga para o condomínio e se passa por morador. Ele avisa que chegará um carro de um parente ou visitante, e que a entrada deverá ser autorizada. Quando eles chegam, o porteiro libera, eles entram, e dentro do carro está o bando”, explica o delegado.
Pensando nisso, o Portal da Band conversou com Niv Yossef Steimarn, gerente de projetos do grupo GR de segurança, para saber o quê moradores e empresas podem fazer para evitar assaltos. Veja as dicas:

Condomínios
O especialista explica que a segurança dos condomínios é baseada em três pontos principais:

Humano: presença de funcionários da empresa de segurança; treinamento dos funcionários do condomínio para que saibam como evitar a entrada de pessoas desconhecidas; treinamento dos condôminos para que aprendam a importância de cumprir os protocolos e para que consigam, junto com os outros, colaborarem com a segurança.

Físico: restringir acessos ao condomínio aumentando os muros, blindando as guaritas e criando a clausura (processo em que a entrada de pessoas no condomínio é feita por dois portões).

Eletrônico: Instalação de cercas elétricas, alarmes e monitoramento remoto.
Se algum desses itens falha, abre-se uma brecha para os assaltantes conseguirem entrar no condomínio e concretizar o assalto. Uma das alternativas para ajudar a inibir o crime é contratar empresas para segurança particular. O serviço não é tão barato, mas diminui as chances de o condomínio ser escolhido pelos assaltantes. Em média, a contratação de um posto de segurança 24 horas custa R$ 15 mil e precisa de quatro funcionários por dia.

Moradores precisam colaborar 
Niv Yossef Steimarn explica que o primeiro passo para tentar se prevenir de um assalto é evitar que os ladrões tenham informações privilegiadas. Isso quer dizer que quanto menos pessoas souberem o quanto de jóias ou dinheiro você tem guardado em casa, melhor. Filhos, encarregadas da limpeza, amigos e visitantes não precisam saber da existência dos artefatos de valor que a família guarda. E sempre que for utilizar jóias em um evento ou festa, coloque-as somente ao chegar ao local, não saia de casa com elas.

Não reaja a assaltos 
O delegado Mauro Fachini alerta: "se o seu condomínio estiver sendo assaltado, não reaja. Não olhe fixamente para o assaltante porque ele pode entender isso como uma intimidação. Se você perceber a ação dos ladrões antes de entrar no condomínio, acione a polícia”.
 fonte: http://www.band.com.br

1 de mar de 2012

Condomínio: Tire suas dúvidas aqui!

01- Como o condomínio deve proceder caso o empregado abandone o emprego?
No caso de abandono de emprego por mais de 30 dias, o empregador através de sua administradora de condomínio deverá notificar o empregado para que compareça ao local de trabalho; Se comparecer e não justificar, fica caracterizada a desídia (faltas reiteradas ao serviço). O que enseja a dispensa por justa causa. Caso não compareça, o abandono de emprego fica configurado. A administradora de condomínio poderá fazer a notificação pelo correio com AR, telegrama ou pelo Cartório de Títulos e Documentos. Aviso pela imprensa não tem grande valor perante a Justiça de Trabalho.


02- É possível implantar o "banco de horas" (as horas extras trabalhadas em um dia serem compensadas com a diminuição em outro dia) para empregados em condomínios?
Não,exceto se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Estes casos deverão ser informados ao síndico pela administradora de condomínio.


03- Qual é o prazo que o empregador tem para devolver ao empregado, a carteira de trabalho, que tomou para anotações?
O empregador tem o prazo, improrrogável, de 48 horas para fazer anotações necessárias e devolver a CTPS. Esse prazo começa a ser contado a partir do momento da entrega da carteira, que deve ser devolvida mediante recibo do empregado.


04- Quando a carteira de trabalho deve ser atualizada?
A carteira de trabalho deve ser freqüentemente atualizada, devendo ser solicitada ao empregado sempre que ocorra algum fato, como recolhimento da contribuição sindical, férias e alterações contratuais.


05- É possível implantar o "banco de horas" (as horas extras trabalhadas em um dia serem compensadas com a diminuição em outro dia) para empregados em condomínios? 
Não, exceto se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.


06- O condomínio responde por furto ou danos ocorridos na garagem? 
Em regra o condomínio não responde civilmente pelos furtos ou danos ocorridos nas suas áreas comuns. Para o fim de se saber se excepcional,mente haveria a responsabilidade civil, cada caso merece ser estudado com a aplicação sucessiva dos parâmetros abaixo:
a. Existência do nexo causal (veracidade de que o dano ocorreu nos limites do condomínio);
b. Existência de causa excludente de responsabilidade (caso fortuito ou força maior) ou de uma possível culpa exclusiva do vitimado.



07- A pintura ou lavagem da fachada deve ser feita de quanto em quanto tempo? 
O assunto diz respeito a assunto de interesse local, sendo regido pela legislação municipal. No Município de São Paulo, exige a Lei n° 10.518/88, regulamentada pelo Decreto n° 33.008/93, que seja realizada a limpeza (pintura ou lavagem) a cada cinco anos.


08- O envidraçamento da varanda, colocação de grades ou telas, alteram a fachada do edifício? 
Apesar do assunto ser polêmico, admite-se o envidraçamento da varanda quando se demonstra que essa alteração não afeta a harmonia da fachada segundo modelo padrão (cor, desenho, material, etc.) previamente aprovado em Assembléia. O mesmo ocorre com as grades de proteção ou telas.


09- Pode um condômino trocar a porta de entrada de sua unidade? 
A modificação das portas voltadas para o corredor dependerá da concordância e autorização de todos os condôminos residentes no andar.


10- Quem responde por vazamentos ocorridos nos ramais e colunas do edifício?
Os vazamentos procedentes de ramais são de responsabilidade do condômino, pois esse encana-mento é de seu uso exclusivo. Em se tratando de vazamentos que se originam na coluna ou áreas comuns do edifício, a responsabilidade é do condomínio.


11- Como o síndico deve proceder quando o vazamento tiver origem em áreas de uso comum?
O síndico em conjunto com a administradora de condomínio devem Providenciar no mínimo três orçamentos para efetuar os reparos necessários. Em seguida a obra poderá ser contratada pelo sindico de condomínio, visando Evitar atritos entre condôminos e o aumento de consumo da Sabesp.


12- É possível que o número do apartamento do condômino inadimplente seja colocado no demonstrativo financeiro do condomínio? 
Sim. Desde que a informação fique restrita aos condôminos. Cabe dizer que os condôminos pontuais têm direito de saber quais e quantos são os condôminos inadimplentes. Trata-se de um exercício regular de direito por parte dos condôminos, bem como de um dever do síndico possui de prestar contas à comunidade condominial.


13-Qual o prazo para a propositura da ação de cobrança de cotas em atraso? 
Não existe prazo definido em lei para a propositura da medida judicial, cabendo aos demais condôminos decidirem sobre o período que julgam razoável, para que o síndico tome as devidas providências.


14- A instalação de ar-condicionado é permitida? 
Para se instalar aparelhos de ar condicionados é necessário que os seguintes itens sejam satisfeitos:
a. Edificação deve possuir capacidade elétrica para atender a instalação do equipamento em todas unidades atestadas por engenheiro elétrico com a devida ART - Anotação Responsabilidade Técnica.;
b. Os locais de instalação desses aparelhos devem ser padronizados de modo de não comprometer a estética e segurança da edificação e manter o mesmo padrão harmônico.



15- Qual a forma de rateio das despesas extraordinárias e quem responde pelo pagamento das mesmas?
Devem ser rateadas conforme a fração ideal de cada um dos condôminos, obrigatoriamente, por força do art. 1.336, I, do novo Código Civil, sendo o proprietário da unidade o responsável pelo pagamento dessa despesa.


16- Qual a finalidade do Fundo de Reserva? 
Sua finalidade é atender a despesas imprevisíveis e inadiáveis, ou seja, é uma garantia para casos emergenciais. Conseqüentemente, não pode ser distribuído aos condôminos, nem restituído proporcionalmente ao que alienar sua unidade autônoma.


17- O locatário (inquilino) deve contribuir para o Fundo de Reserva? 
O locatário deve contribuir na reposição do Fundo de Reserva, quando as despesas tiverem ocorrido durante o período da locação e forem ordinárias. Se o condomínio estiver constituindo o fundo a arrecadação será considerada extraordinária e, portanto, paga pelo proprietário.


18- O que pode ser cobrado quando o condômino atrasa o pagamento da cota? 
A lei determina juro moratório de 1% ao mês ou o estipulado pela Convenção de condomínio, multa de até 2% sobre o débito e atualização monetária conforme índice previsto também na Convenção.


19- Na rescisão por justa causa é possível a homologação pelo sindicato ou no Ministério do Trabalho? 
A princípio sim, de acordo com a IN-SNT (Instrução Normativa da Secretaria Nacional do Trabalho), que eliminou o requisito da expressa confissão do empregado de haver cometido falta grave para homologação. Assim, a homologação seria realizada /e o empregado, se quisesse, poderia recorrer posteriormente à Justiça do Trabalho, pleiteando as verbas não recebidas pelo motivo de sua dispensa. Todavia, os sindicatos de categoria profissional (aos quais competem as homologações), bem como as DRT's não vêm efetuando homologações nesses casos, entendendo serem desnecessárias, tendo em vista que o empregado normalmente entra com uma reclamatória trabalhista.


20- O empregado que trabalha no horário noturno caso seja transferido para o horário diurno, perde o direito ao adicional noturno? 
O empregado perde o adicional, caso seja transferido para o horário diurno; sendo importante que o empregador obtenha a anuência do mesmo por escrito; caso contrário a mudança de horário não será lícita, por ferir o artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho - CL T. É devido o adicional noturno ao empregado que trabalhar no período entre as 22:00 horas de um dia e as 5:00 horas do dia seguinte. Esse adicional é de 20% (vinte por cento) sobre a remuneração do trabalho diurno.


21- Quantas horas de descanso deve haver entre uma jornada de trabalho e outra? 
Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso.


22- O trabalho realizado em dia feriado não compensado é pago de que forma? 
A cláusula pertinente ao trabalho em domingos e feriados (folgas trabalhadas) da Convenção Coletiva de Trabalho dos Empregados em Edifícios e Condomínios, determina a remuneração em dobro do trabalho em domingos e feriados não compensados, sem prejuízo do pagamento do repouso remunerado, desde que, para este, não seja estabelecido outro dia pelo empregador.


23- O empregado que se afastar por motivo de doença, tem o direito de correção salarial igual àquele obtida por outros funcionários, após seu retorno ao trabalho? 
A legislação determina que o empregado afastado por motivo de doença tem direito à correção salarial que, em sua ausência, tenha sido concedida à categoria a que pertença.


24- É possível desistir após ter dado aviso prévio ao empregado? 
Existe tal possibilidade, pois a rescisão se torna efetiva somente depois de expirado o respectivo prazo. Mas se a parte notificante reconsiderar o ato antes de seu término, a outra parte pode aceitar ou não a reconsideração e, caso aceite, o contrato continuará vigorando como se não tivesse havido o aviso prévio. O aviso prévio é em princípio de 30 (trinta) dias corridos.


25- Qual é o prazo para pagamento da remuneração das férias e abono solicitados? 
O pagamento da remuneração das férias e do abono será efetuado até dois dias antes do início do respectivo período.


26- Quantas vezes o empregado pode faltar ao serviço sem perder o direito às férias? 
Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito às férias, na seguinte proporção, conforme a CLT.


27- Qual a duração da jornada de trabalho?
A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá a oito horas diárias e quarenta e quatro horas semanais, desde que não seja fixado expressamente outro limite em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
a. 30 dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 vezes;
b. 24 dias corridos, quando houver tido de 6 a 14 faltas;
c. 18 dias corridos, quando houver tido de 15 a 23 faltas;
d. 12 dias corridos, quando houver tido de 24 a 32 faltas.



28- Qual é o prazo para pagamento das verbas oriundas da rescisão do contrato de trabalho?
De acordo com o parágrafo 62 do artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho, o pagamento das parcelas constantes do instrumento da rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos:até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato, ou até o décimo dia, contado do dia da notificação referente à demissão, quando da ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.


29- Em caso de morte do empregado, qual o procedimento que o síndico deve ter para efetuar a rescisão? 
Em virtude da morte do empregado, o pagamento dos direitos cabíveis pode ser efetuado aos seus dependentes habilitados perante a Previdência Social. (Certidão de Dependentes emitida pelo INSS), ou mediante apresentação de alvará judicial.


30- Qual a quantidade de horas extras permitidas para o funcionário de condomínio? 
Conforme preceitua o artigo 59 da CLT, a duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente a duas horas por dia.
Fonte: http://www.admparis.com.br